Pular para o conteúdo principal

Café com Celito


Esse dia foi bem corrido, e também muito gostoso. Dia de entrevistar um dos Espíndola. Escolhi o Celito porque dos Espindola, era o que eu já tinha o contato, e foi o que de imediato abriu as portas da sua casa quando falei sobre meu projeto.
Foi muito receptivo e combinamos a entrevista para o inicio da tarde, às 14hs de uma terça-feira. Apresentei o trabalho enquanto ligava o gravador, e enquanto conversávamos ele foi passar um café, na cozinha, bem ao lado da sala, onde me sentei num jogo de mesa de madeira maciça com quatro cadeiras. A casa era grande e simples, de decoração rústica, bem no estilo menos é mais.
Enquanto passava o café, podia ouvia-lo contar sobre o grupo Chalana de Prata do qual faz parte. Observei o entusiasmo na voz dele enquanto falava de sua maior paixão: a música.
Quando ele retornou com o café, expliquei que precisava do áudio, então algumas coisas ele precisaria repetir pra eu poder gravar. Foi uma conversa tranqüila regada a café e muito aprendizado sobre acordes e quadratura musical.

Nesse dia aprendi que por mais roqueiro que o “cara” seja, suas raízes musicais jamais irão ser apagadas. Pois o Celito afirmou que cresceu ouvindo chamamé, guarania e polca, mas que em determinado momento conheceu outros estilos musicais e assim foi se formando a personalidade musical dele, que hoje faz uma música urbana com pegadas regionais. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Reencontrando um "velho" amigo

A entrevista estava marcada para as 19h, era uma quinta-feira à noite. Um muro alto na rua Arisoli Ribeiro no bairro Jardim Palmira, escondia uma casa grande, em reforma.  Chego faltando 5 minutos e toco a campainha umas duas vezes. O portão se abre e uma figura simpática, alta, de camisa polo listrada e bota cano fino aparece pra me receber. Logo vai apresentando sua casa-estúdio “em reforma”. O andar de cima é estúdio, em baixo tem várias salas. Mas onde ele mora com a esposa é numa edícula nos fundos. Marlon me conta que naquele dia havia tido ensaio das 13h às 18h com seu ex-atual grupo Canto da Terra. Observo o estúdio muito bem organizado, porém ainda em construção. Sentamos-nos e começamos nossa descontraída entrevista. Peço pra ele me contar como eram os tempos de auge do baile com o grupo. Mas ele começa falando de lambada, que o ritmo era sucesso na época e que eles precisavam mesclar isso. Oiii?! Então. Tentei voltar o foco pro chamamé, mas ele estava tão empolgado,...

Humberto Yule grande nome da atualidade

Tentei por algumas semanas falar com esse menino. Digo “menino” pois ele tem apenas 28 anos e já conquistou seu espaço na música não só aqui no Brasil, mas também na Argentina.  Numa segunda-feira (19) ele me ligou dizendo que estava em Campo Grande e que poderíamos agendar a entrevista, pois ele gostaria de me ajudar nesse trabalho. Agendamos para terça-feira às 14h. Um pouco antes do horário marcado, chega no meu whatsapp uma mensagem perguntando se era só entrevista, ou se eu tiraria foto. Respondi que foto seria apenas pro meu arquivo. Pontualmente as 14h estaciono em frente à casa, e ele já aguardava no portão. A casa é muito bonita, muito bem decorada, e num canto da sala uma imagem de Nossa Senhora Aparecida me chama a atenção, pois também sou devota. Sento-me no sofá da sala e ligo o gravador. Percebo que ele caprichosamente preparou uma jarra com agua e deixou na mesa de centro da sala. Falo do trabalho pra ele, e começa nosso bate papo sobre chamamé. De fala pa...

Conhecendo a "Velha Casinha"

Era sábado 8h da manhã. Frio de 12 graus em Campo Grande. O celular desperta e eu levanto ansiosa, tomo banho, escolho uma roupa e ao olhar para o relógio vejo que já são 8h30. Como não dirijo muito bem, e também não sabia ao certo o local, peguei o carro e com ajuda do GPS, segui em direção ao bairro Amambaí. Estaciono em frente a uma casa de esquina de cercadinho branco. Era uma casinha de madeira, baixa, pintada na cor salmão, e com uma janela na cor vermelha na frente. Logo fui recepcionada pelo João Paulo, filho da nossa estrela. Em seguida, um cachorro de estatura média, preto, e muito gordo também veio ao meu encontro. Logo ouço a voz grave e rouca da minha entrevistada: “Sai Batoque! ”, e logo ela vem ao meu encontro e me convida a sentar. Ao ver a câmera logo diz: “o João Paulo disse que não teria foto. Não me arrumei. ” Eu digo para ela ficar tranquila com relação a isso. Ela estava muito bonita, com um uma blusa azul cor de céu, um blazer vermelho por cima. Usava ...